CIRURGIA DA OBESIDADE
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TIPOS DE OBESIDADE, CLASSIFICAÇÃO E RISCOS
Os tipos de obesidade podem ser classificados em termos absolutos ou relativos. Na prática, os tipos de obesidade são avaliados em termos absolutos ao medir o IMC (índice de massa corporal), mas também pela distribuição da gordura através da medição da circunferência da cintura ou da relação da cintura abdominal x cintura do quadril. Adicionalmente, a presença de obesidade deve levar em conta o contexto de outros fatores de risco para a saúde.

IMC acima de 50 kg/m2 são classificados como super obesos  e acima de 60 kg/m2 são os super super obesos com   risco gravíssimo.

A pessoa também pode ser classificada como tendo obesidade do tipo mórbida com um IMC maior que 35 e presença de um outro problema de saúde significativo (co-morbidade). A interpretação do IMC também pode levar em conta a etnia, massa muscular, idade, sexo e outros fatores. O IMC superestima o gordura corporal de pessoas musculosas e subestima a de indivíduos que perderam massa corporal como os idosos.

O IMC não leva em conta as diferentes taxas de tecido adiposo e magro; nem distingue entre os diferentes tipos de adiposidade, alguns dos quais podem se correlacionar mais de perto com riscos cardiovasculares. Estudos têm mostrado que a gordura visceral ou obesidade central, popularmente conhecida como obesidade do tipo maçã, tem relação muito mais forte com doenças cardiovasculares. A obesidade do tipo maçã ocorre quando os principais depósitos de gordura corporal estão localizados ao redor do abdômen e na parte superior do corpo. Já na obesidade do tipo pêra a gordura corporal é mais armazenada nas coxas logo abaixo da superfície da pele e apresenta riscos menores à saúde. 
A circunferência absoluta da cintura (maior que 102 cm em homens e que 88 cm em mulheres) ou taxa de cintura x quadril (maior que 0,9 em homens e que 0,85 em mulheres) são métodos usados para medir a obesidade central, ou do tipo maçã.

Outra forma de determinar a obesidade é medindo o percentual de gordura corporal. Geralmente é aceito que homens com mais de 25% e mulheres com mais de 30% de gordura corporal são obesos.

O ideal para homens é de 14 e 20% e para mulheres entre 19 e 25% de gordura corporal

Dois métodos mais simples para medir o percentual de gordura corporal são a medição de dobras cutâneas e análise de impedância bioelétrica.
MUITO IMPORTANTE
Pacientes tratados cirurgicamente da obesidade que já estejam fazendo atividade física precisam fazer avaliação  pela bioimpedância elétrica para aferir o ganho de massa magra, pois é sabido que o ganho de músculos é o principal fator de aceleração do metabolismo e manutenção do peso mais próximo do ideal por longo tempo.

ATENÇÃO
A presença de fatores de risco e doenças associadas à obesidade também são usadas para estabelecer diagnostico clínico da gravidade do excesso de peso. 
Doença cardíaca coronária ou histórico de doenças cardíacas na família, histórico de tabagismo e etilismo, hipertensão arterial, diabetes tipo 2, apnéia do sono e dislipidemia são fatores de risco que podem indicar riscos aumentados de doenças cardiovasculares em mais de 70% de chances.